Mudanças na tabela reduz IR a pagar em até R$ 89 por mês Sexta-Feira, 12 Dezembro, 2008.
Posted by Aldo Ferrari in Como declarar seu Imposto de Renda, Deduções do Imposto de Renda, Imposto de Renda, Mordida do Leão.trackback
Nem pobres nem ricos. O alívio no Imposto de Renda promovido pelo governo beneficia principalmente a camada intermediária da classe média, que ganha entre R$ 3 mil e R$ 4 mil por mês.
BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou em coletiva nesta quinta-feira, 11, as novas medidas do governo para reduzir o peso dos impostos sobre a pessoa física e incentivar o consumo: uma redução no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a criação de duas novas alíquotas de Imposto de Renda.
Antes da entrevista, Mantega já havia confirmado a criação das alíquotas de 7,5% e 22,5% para o IRPF. Com isso, o valor recolhido no final sobre os salários e renda tende a ser menor. Isso porque a tabela do IR é progressiva.
Atualmente, só existem três faixas do IRPF: isentos para quem ganha até R$ 1,37 mil, 15% para quem ganha entre R$ 1,37 mil e R$ 2,74 mil e 27,5% para quem ganha acima de R$ 2,74 mil. Estas duas novas alíquotas serão inseridas a partir do limite de isenção, ou seja, quem não paga imposto não perderá o privilégio.
A nova tabela do IR ficará da seguinte forma: quem ganha até R$ 1.434,00 será isento. Acima desse valor até R$ 2.150 pagará 7,5% de IR; acima de R$ 2.150 até R$ 2.866 pagará 15%; acima de R$ 2.866 até R$ 3.582 pagará 22,5% de IR; e acima de R$ 3.582, pagará 27,5%. Pelo sistema atual, a tabela do imposto de renda tem apenas três faixas: isenção até R$ 1.434 (já considerando a correção de 4,5% prevista para o ano que vem); 15% acima de R$ 1.434 até R$ 2.866; e 27,5% acima deste último valor.
A nova tabela vai gerar uma desoneração de R$ 4,9 bilhões em 2009 e não tem prazo de validade. Segundo Mantega, esses recursos serão injetados na economia e vão estimular a demanda. “Com a nova tabela, o consumidor terá uma sobra de recursos para adquirir bens e serviços. Essa é uma medida que estimula a demanda na economia e alivia a carga fiscal, o que era o que todo mundo queria”, afirmou. O ministro explicou que a medida entrará em vigor em 1º de janeiro de 2009.
Para esses assalariados, o desconto no IR chegará a R$ 89,50 por mês ou cerca de 2,5% da renda. Todas as pessoas que ganham mais de R$ 3.582 terão esse mesmo abatimento (R$ 89,50), mas o ganho proporcional cai à medida que a renda cresce. Para quem ganha R$ 10 mil, por exemplo, o alívio de R$ 89,50 representa apenas 0,9%.
Para a classe baixa, o benefício oferecido pelo governo é nulo ou mínimo. É o caso de quem já é isento do IR (salários inferiores a R$ 1.432 a partir de janeiro) e não terá nenhum benefício adicional. O assalariado que recebe R$ 1,8 mil mensais terá desconto de R$ 27,45 no contracheque, o que representa ganho de 1,5% da renda, o mesmo ganho proporcional que terá quem ganha R$ 6 mil, por exemplo.
Para que o trabalhador saiba quanto vai pagar de IR, é preciso calcular pelo salário líquido, ou seja, o valor bruto que aparece no contracheque menos o desconto da Previdência e o relativo aos dependentes. Um trabalhador que recebe R$ 5 mil por mês, por exemplo, desconta R$ 303,90 de INSS. Quem tem dependentes também pode descontar, a partir de janeiro, R$ 144,20 por filho ou filha. Deduzindo o INSS e o valor de dois filhos, o salário bruto de R$ 4,5 mil cai para R$ 4.407,70.
A proposta de criar mais faixas de IR (duas a mais, no caso do pacote divulgado ontem) é antiga bandeira do PT, mas o partido também defendia uma alíquota maior para quem ganha mais de R$ 20 mil mensais. O governo implementou apenas a bondade, deixando a maldade para um futuro incerto. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
O link abaixo ajuda você a calcular e comparar o impacto da redução do Imposto de Renda anunciada pelo governo. Faça a simulação aqui.
FONTE: Site Estadão.com.br e Portal Ig.com.br
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